Encontro de Negócios Sustentáveis da Amazônia destaca caminhos para
transformar a economia regional e escrever seu próprio futuro com ciência,
tradição e sustentabilidade
Volney Oliveira
Talismã Comunicação
O Encontro de Negócios Sustentáveis da Amazônia
reuniu líderes políticos, empresariais, investidores, empreendedores e
representantes da sociedade para discutir temas relacionados à sustentabilidade
e à sociobioeconomia na região. O evento aconteceu na manhã desta quinta-feira
(22), na sala de reuniões do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) , como parte da programação do Inova
Amazônia Summit, promovido pelo Sebrae e o Governo do Estado do Amapá (GEA).
Durante o encontro, foi elaborada a Carta da Amazônia para o mundo, documento
que propõe a união entre saberes ancestrais e conhecimento científico, além de
investimentos em infraestrutura para transformar a cadeia produtiva com foco na
sociobioeconomia.
Entre os mais de trinta participantes estavam: o
governador do Amapá, Clécio Luís; o senador Randolfe Rodrigues; o presidente do
Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae) no Amapá, Josiel Alcolumbre; a superintendente do Sebrae no
Amapá, Alcilene Cavalcante; o consultor e ex-ministro da Ciência e Tecnologia,
Paulo Alvim; o consultor e ex-presidente do Sebrae nacional, Sérgio Moreira; o
gerente de Relações Internacionais do Sebrae, Vinicius Lages; a pós-doutora em
bioeconomia, Cláudia Chelala; e o pós-doutor em fármacos, José Carlos Tavares.
A Carta da Amazônia para o mundo propõe a união
entre conhecimentos ancestrais e científicos, além de investimentos em
infraestrutura para transformar a cadeia produtiva com foco na
sociobioeconomia. A exploração de petróleo na costa amapaense surge como uma
possibilidade para gerar dividendos e financiar pesquisas aplicadas, com o
objetivo de desenvolver novos produtos, melhorar a infraestrutura - tanto
econômica quanto social - e avançar em áreas como logística, transporte,
educação, saúde e qualidade de vida da população da região.
Transição
O consultor e ex-presidente do Sebrae Nacional,
Sérgio Moreira, afirmou que a Carta da Amazônia expressa o que pensam os
amazônidas sobre seu futuro e quais ações devem ser adotadas no presente para
construí-lo. “Vivemos em um mundo em transição ecológica, econômica e cultural,
no qual os recursos minerais esgotáveis, em algum momento, darão lugar aos
recursos biológicos renováveis. Estamos no Amapá, território com a maior
biodiversidade do planeta, que abriga a floresta mais preservada das Américas e
a foz do estuário do rio Amazonas - o maior e mais importante do mundo para o
equilíbrio ecológico e o enfrentamento das mudanças climáticas”, destacou.
“Inspirados nesse exemplo do Amapá, elaboramos
coletivamente a Carta com uma visão de futuro para a Amazônia. Queremos as
condições necessárias para o desenvolvimento dessa nova economia que chamamos
de sociobioeconomia. Isso significa financiar a criação de novos produtos,
agregar valor às matérias-primas da região. Até hoje, a Amazônia apenas exporta
matéria-prima. Precisamos exportar essências, produtos acabados, de alta
sofisticação. É fundamental investir em capital humano, formar pessoas
preparadas para construir esse novo futuro”, afirmou Sérgio Moreira.
O consultor também explicou que, para viabilizar
esse novo modelo de desenvolvimento, é essencial garantir qualidade de vida à
população da Amazônia - especialmente àqueles que vivem no campo, nas florestas
e nos rios, como os povos originários indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos
e os agricultores familiares. No entanto, segundo ele, também é necessário
investir nas cidades, já que é nelas que a matéria-prima será processada e
receberá valor agregado.
Consenso
O gerente de Relações Internacionais do Sebrae,
Vinicius Lages, afirmou que este é o momento do Amapá, da Amazônia e do Brasil.
Segundo ele, diversos fatores convergem para essa oportunidade, e há consenso
de que a região - especialmente o Amapá - reúne todas as condições para
impulsionar negócios sustentáveis e promover a bioeconomia.
“A Carta expressa essa consciência e compreensão de
que temos condições objetivas para formular um novo futuro e responder às
ambições de um outro modelo de desenvolvimento, a partir das oportunidades que
já existem. A exploração de petróleo na costa amapaense, como fonte para
financiar outros empreendimentos - inclusive aqueles que surgirão da própria
indústria do petróleo -, é um consenso. Essa receita servirá para viabilizar a
transição, e é absolutamente fundamental que possamos contar com essa fonte de
financiamento”, afirmou.
Falta de infraestrutura
O pós-doutor, José Carlos Tavares, avaliou que o
encontro representou uma oportunidade única para o Amapá incluir, na Carta da
Amazônia, a necessidade de ampliar o debate sobre a estruturação da pesquisa
básica e aplicada, além do desenvolvimento de tecnologias na área de fármacos,
com base na biodiversidade amazônica. “É fundamental que esse tema esteja
presente, para que possamos buscar a estruturação de uma base tecnológica
voltada à exploração racional da biodiversidade amazônica. A Amazônia tem um potencial
enorme nessa área, e já temos demonstrado essa capacidade no desenvolvimento de
novos produtos tecnológicos a partir dos recursos naturais da região”,
destacou.
A pós-doutora Cláudia Chelala também defendeu que,
antes de qualquer coisa, o Amapá e a Amazônia precisam dispor de infraestrutura
adequada - como estradas, energia e conectividade. “Não podemos discutir
inovação sem ter infraestrutura”, argumentou.
Parceiros
O Inova Amazônia Summit é realizado pelo Sebrae e o
Governo do Estado do Amapá (GEA), com apoio de parceiros como Conselho Nacional
das Fundações de Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Empresa Brasileira de
Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Grupo Equatorial, Financiadora de
Estudos e Projetos (Finep), Instituto Nacional da Propriedade Industrial
(INPI), Grupo Rede Amazônica e Fundação Rede Amazônica, Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Social da Indústria e Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial (Sesi e Senai Amapá), Associação Brasileira de
Startups (ABStartups), Sebrae Play, Mariza Alimentos, Lan Telecom, Associação
Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Comunidade Tucuju Valley e Instituto
Amazônia +21.
Sebrae no
Amapá
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