Santana e Laranjal do Jari recebem
estratégias com foco em tecnologia, bioeconomia e uso sustentável dos recursos
naturais
Isabel
Ubaiara
O
Sebrae no Amapá realizou, em Santana e Laranjal do Jari, a entrega oficial dos
Planos de Ação dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), iniciativa que reúne
instituições, empresas e empreendedores para transformar os potenciais dos
municípios em geração de renda, novos negócios e crescimento econômico
sustentável. As programações ocorreram nos dias 13 e 14 de maio, nos
Escritórios Regionais do Sebrae
A
diretora técnica do Sebrae Amapá, Suelem Amoras, explicou que o encontro
representou um momento importante de construção coletiva e de avaliação dos
desafios e possibilidades dos municípios.
“Mais
do que apresentar um plano, queremos que essa articulação conjunta resulte em
ações concretas. Esse trabalho foi construído com a participação de quem vive a
realidade, conhece as riquezas da região e entende sobre as dificuldades de
cada localidade. Estamos criando juntos uma agenda de trabalho com metas,
responsabilidades e compromisso integrado para inovar os territórios”,
destacou.
Ecossistema
O
Ecossistema Local de Inovação (ELI) funciona como uma rede de colaboração entre
poder público, instituições de ensino e pesquisa, empreendedores e organizações
parceiras. A ideia é aproximar esses diferentes setores para que atuem juntos
na criação de alternativas que contribuam para o surgimento de empreendimentos
para o impulsionamento econômico. O trabalho integra o projeto Inovação
Territorial no Amapá, do Sebrae.
Durante
a programação, ocorreu a assinatura simbólica do Termo de Compromisso pela
Inovação, formalizado por representantes de instituições públicas, privadas,
entidades de apoio, empreendedorismo e educação dos territórios. O ato firmou a
união dos participantes em torno das ações previstas nos planos.
De
acordo com a gestora estadual do projeto, Mara Rida, a entrega oficial do plano
marca o início de uma nova fase para as regiões, transformando o trabalho
construído coletivamente desde 2024 por meio da metodologia ELI, em medidas a
serem implementadas.
“Essa
entrega reforça a nossa parceria com os atores locais que, com base em pesquisas e
diagnósticos reais, desenharam ambientes mais conectados e inovadores. Agora
estamos prontos para impulsionar novos modelos de negócios e transformar
realidades”, afirmou.
Santana
O
Plano de Ação de Santana apontou a bioeconomia e a tecnologia como os
principais setores estratégicos para impulsionar o avanço do município. Na
bioeconomia, o foco está no uso sustentável dos recursos amazônicos, com
produtos da sociobiodiversidade, fitoterápicos, cosméticos naturais, manejo
florestal sustentável, bioenergia e bioinsumos, além da valorização das cadeias
produtivas locais.
No
setor de tecnologia, o plano priorizou soluções digitais, com incentivo ao
empreendedorismo tecnológico e ao conceito de cidades inteligentes, que utiliza
tecnologia para modernizar e melhorar os serviços públicos e criar soluções
inovadoras para os desafios do local . A proposta inclui análise de dados para
apoiar a tomada de decisões e estímulo a startups e novos modelos de negócio.
Entre
os diferenciais da região está o Porto de Santana, considerado estratégico para
a economia da cidade por facilitar o transporte de mercadorias, movimentar o
comércio e ampliar a conexão com outros mercados. O objetivo é transformar a
riqueza natural do lugar em fonte de geração de renda aliada à conservação
ambiental.
Laranjal
do Jari
O
Plano de Ação de Laranjal do Jari destacou a força do município na bioeconomia,
no turismo e no uso sustentável da biodiversidade amazônica. Como porta de
entrada do Vale do Jari, área estratégica entre o sul do Amapá e o Pará, a
localização privilegiada impulsiona o comércio, os serviços e a circulação de
mercadorias, integrando comunidades, empresas e mercados.
Para
acelerar o desenvolvimento local, os atores do ecossistema validaram três
setores a serem priorizados, agronegócio, focado em produção florestal, pesca,
aquicultura, agricultura, pecuária e manejo de madeira; produção de alimentos,
valorizando o potencial amazônico e a industrialização de derivados do açaí e
da castanha-do-pará e o turismo, impulsionado pelas riquezas naturais e
culturais da região, com destaque para a Cachoeira de Santo Antônio, trilhas,
pesca esportiva e o turismo de base comunitária.
Programação
A
programação contou com a palestra “Impactos no Ecossistema de Inovação de
Itajubá (Itajubá HardTech)”, ministrada nos dois municípios pela especialista
em ecossistemas locais de inovação, Ana Cléo Souza. Com experiência em gestão
estratégica, a palestrante atua na liderança de iniciativas que conectam setor
produtivo, academia e governo para desenvolver ambientes de inovação.
Coordenação
A
ação foi coordenada pela gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Amapá,
Josseli Pantoja; pela gestora do projeto Inovação Territorial no Amapá, Mara
Rida; com apoio da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial
(UPPDT), por meio da coordenadora do Escritório Regional do Sebrae em Santana,
Késsya Barros; e pelo coordenador do Escritório Regional do Sebrae em Laranjal
do Jari, Heider Buna.
Serviço:
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