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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Estudo de Cabotagem no Planalto das Guianas ao Caribe aponta cenário atrativo











Na última fase do estudo, se chegou ao teto de rentabilidade e crescimento com a roteirização dos resultados econômicos sobre 10 anos, ou seja, o serviço é rentável; o investimento se recupera a partir do sétimo ano de atividade; o projeto garante uma taxa de retorno sob o fornecimento de 12%, que são níveis atrativos nos negócios marítimos



Denyse Quintas



O Sebrae sediou em Macapá, o Seminário de restituição do estudo da Cabotagem Inter-Regional no Planalto das Guianas ao Caribe. A apresentação do estudo, foi realizada pelo consultor Valère Escudié, da Empresa See'Up. O evento ocorreu na última terça (26), às 9h e contou as presenças de gestores públicos, empresários e entidades públicas e privadas.

Estudo

De acordo com a Empresa See’Up, o estudo traz subsídios importantes para a implantação de transporte marítimo considerando as peculiaridades na região do Amapá, Pará, Guiana Francesa, Suriname e Guiana, e propõe soluções às lacunas jurídicas e, principalmente, abrir um leque de oportunidades de mercado aos empresários locais no aspecto logístico.

Segundo o consultor Valère Escudié, a rentabilidade é muito prudente, tem muitas rotas que podemos utilizar para otimizar os custos sob o serviço, negociando as tarifas portuárias, melhorando a produtividade das operações nos portos, e igualmente reduzindo a velocidade de navegação, que permite diminuir os custos de combustível.

“Temos um cenário de cabotagem que é rentável, tem um mercado que já foi identificado e que é necessário buscá-lo, agora nós temos que achar um operador para o serviço futuro. Devemos fazer rapidamente uma chamada pública, identificar os operadores marítimos, brasileiros, franceses, surinameses que estariam interessados nesse serviço. E identificar as companhias marítimas interessadas; negociar com eles; construir cooperações para lançar esse serviço rapidamente, ou seja, começo de 2019”, explica o consultor Valère Escudié.

Para ele, o projeto é um alvo ambicioso, mas permite ser alcançado. Em paralelo, outras ações precisam ser levantadas, como a de regulamentação de cabotagem, e um apoio importante e necessário na formação e comunicação junto aos importadores e exportadores. Essa ação de comunicação e informação começa antes da implementação do serviço.

Amapá/Pará

Os estudos apontam a necessidade de ações complementares, entre elas, a necessidade de instalação do posto de inspeção marítimo, importante para todos os produtos alimentares, mas igualmente se necessita de uma comunicação intensa com os importadores e exportadores. A grande maioria dos exportadores potenciais que se encontrou no Amapá e no Pará, tinham dificuldades com os processos para exportação. Há uma necessidade real em capacitar esses exportadores para que aprendam a exportar. Para a Empresa See'Up os atores como Sebrae e Agência Amapá, podem acompanhar o desenvolvimento desse serviço de capacitação, comunicados e informações.

Empresa See'Up

O Diretor Grand Port Maritime da Guiana Francesa, Remy Budoc, falou da construção do caminho para as gerações futuras e de se criar atividades que gerem empregos, e que permita a cada um estar numa condição melhor do que hoje. Falou da assinatura de cooperação com o estado, sobre o Porto para integrar o Amapá e a capital, Macapá nessa cadeia de transporte; lembrou que a Guiana já está ligada ao Brasil em transporte marítimos, pois todos os barcos antes passavam por Belém, todos os navios franceses passam pelo Amapá, e que a cooperação já está ativa e que apenas precisam de um dispositivo de transporte que seja mais próximo, e que em francês se chama Cabotagem Regional. O estudo dos diferentes territórios foi financiado pelo Fundo de Cooperação Regional.

O Diretor Grand Port Maritime da Guiana Francesa, Remy Budoc, encerrou o pronunciamento que as questões dos transportes e vias marítimas é um conjunto dos meios existentes seja pelo mar, rios, estradas, que possam ser bem usados. “A cabotagem marítima seria o meio mais eficaz, para chegar aos diferentes territórios, que possui riscos, mas estamos aqui para fazer negócios, e para desenvolver os meios, a fim de baixar os custos, a fim de que todos os produtos que nós colocamos a disposição cheguem ao melhor preço para a nossa população. Então eu acredito que temos um bom tempo para trocarmos ideias e trabalharmos”, declara o Diretor Grand Port Maritime da Guiana Francesa, Remy Budoc.

Consultor

O consultor da Empresa See Up, Valère Escudié, é especializado nas questões portuárias e transporte marítimo. O objetivo do trabalho é ter um projeto de serviço de cabotagem que seja rentável, a fim de que possa valer aos setores privados, e também colocar em prática o projeto. É um objetivo que não é muito simples, porque os territórios que se desejam desenvolver esse serviço de cabotagem, tem muitos desafios. É certo que os territórios são vizinhos, mas muito diferentes, tem níveis de vida diferentes, tem recursos diferentes, e até o presente momento teve pouca cooperação econômica entre o Amapá, Guiana e o Pará.

O trabalho se realizou em 9 meses, em 3 etapas, primeiramente visamos o mercado potencial, identificaram mercadorias que poderiam ser trocadas entre os territórios estudados e análise da fraca troca comercial.

O trabalho contou com uma centena de pessoas nos locais de estudo, vieram 3 vezes ao Brasil para encontrar com empresas e instituições, e igualmente em outros territórios na Guiana e Suriname, para falar com portadores e exportadores, e entender porque nos dias de hoje, eles têm dificuldades em importar e exportar mercadorias neste perímetro.

O diagnóstico que fizeram foi sobre esta zona de oferta de transporte marítimo atual, analisaram os serviços já existentes e se observou que existe uma barreira entre o Amapá e o Pará, e a Guiana e Suriname, e além disso para transportar uma mercadoria de Santana até a Guiana, por exemplo, por meio do transporte marítimo, o tempo desse trajeto é mais de 40 dias, porque tem que passar pela Europa.

O estudo mostra que não existe solução eficaz para conseguir agrupar os pequenos exportadores para preencher um contêiner e um dos objetivos do projeto de serviços marítimos, é de propor o serviço acessível de paletes e não de contêiner. Dos fluxos potenciais encontraram produtos alimentícios, a base de carne, produtos como frutas e legumes, produtos à base de madeira e igualmente outros setores, materiais de construção e alguns bens de consumo. São mais de 150 fluxos comerciais, foi explicado pouco melhor dos produtos à base de carne.

O Amapá hoje é um grande produtor de búfalo, mas importa gado para o próprio consumo e nós falamos com produtores de búfalo, que têm projetos de desenvolvimento muito importantes, que gostariam de exportar a sua carne, de qualidade e orgânica, a mercados europeus, como Guiana Francesa e Guadalupe, mas hoje não é possível exportar diretamente, pois é necessário passar pela Europa. Hoje para exportar produtos agro alimentícios entre o Pará e o Amapá e o resto do território custam 5 mil dólares, eu estou falando somente do preço de transporte marítimo, não tem o preço do transporte nas estradas, nem a manutenção. São 5 mil dólares para um contêiner entre 12 e 20 toneladas e 45 dias de transporte, porque passamos pela Europa, para passar pelo posto de inspeção da fronteira, para obter essa autorização para entrar na União Europeia".

No futuro será possível exportar diretamente para a Guiana, porque será construído um posto de inspeção na fronteira, que vai fazer com que economize 30 dias de transporte marítimo, que poderá reduzir o preço para $ 1000 ou $ 2 mil dólares por contêiner.

Autoridades

O evento contou com as presenças do presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, Mateus Silva; diretor-superintendente do Sebrae do Sebrae, João Carlos Alvarenga; diretor de administração e finanças do Sebrae, Waldeir Ribeiro; diretora-técnica do Sebrae, Isana Alencar; diretor Grand Port Maritime da Guiana Francesa,  Remy Budoc, e comitiva; diretor presidente da Agência Amapá, Eliezir Viterbino e representantes de instituições de governo; o presidente da Comissão de Direitos Marítimos da OAB, Luiz Ricardo; presidente da Companhia de Docas de Santana, Paulo Couto, prefeito do município de Santana, Ofirney Sadala e estudantes Instituto Federal do Amapá.


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